O QUE É INICIAÇÃO




A Iniciação não se define por um ritual executado no plano material, após o qual o iniciando atinge automática e definitivamente um certo grau de desenvolvimento espiritual, ou mágico, ou um conhecimento transcendental.
Iniciação é um rito que transcorre durante um longo período de tempo, dependendo, está claro, dos esforços individuais do aspirante. Iniciação, não é, portanto, uma mudança adquirida num estalar de dedos, ou por um gesto da baqueta mágica.
Muitas vezes a pessoa envolvida pode, certamente, através de esforços diários adquirir poderes mágicos, ou conhecimentos transcendentais; mas isto deve significar que ela adquiriu desenvolvimento espiritual (moral). Não podemos ao meu ver ser poderosos magistas sem sequer alçar um milímetro de avanço na escalada da espiritualidade. Uma coisa importa a outra.
O que é exatamente Iniciação?
A raiz da palavra (do Latim Initio, - as, -are == Iniciar começar). No Dicionário Escolar Latino/Português - pág. 501 Initio, initiare - 1) iniciar (em ritos secretos, mistérios). Iniciação é, portanto, o início de uma nova fase ou atitude perante a vida; entrar em um novo tipo de existência. As principais características da iniciação é a abertura da mente a uma percepção de outros níveis de consciência, principalmente internos. Iniciação significa acima de tudo crescimento espiritual - e isso é muito importante, pois sem esse crescimento não há verdadeira iniciação - um definitivo marco na vida humana.
Iniciação também pode ser definida como uma gradual (pois não se realiza da noite para o dia; a não ser em raríssimos casos muito especiais) evolução espiritual (no sentido positivo) na qual o discípulo (ou iniciando, ou estudante), instruído primeiramente nas suas possibilidades por meio de urna exposição dogrnática, mas ainda hipotética, desenvolve em si, por seus próprios esforços, faculdades transcendentes das quais não possui, agora, senão a semente.
Na linguagem profana ou exotérica existem duas espécies de iniciação: a dos Mistérios Menores e a dos Mistérios Maiores. A primeira é composta somente um apanhado sintético das Ciências elementares, dos princípios gerais e, normalmente, é feita através rituais e instruções bastante generalizadas. A Maçonaria, é um exemplo de organização que confere este tipo de iniciação; ou, corno dito por meu antigo instrutor, "trabalho no Plano Material".
A Iniciação dos Mistérios Maiores, ou a Grande Iniciação, ou, simplesmente INICIAÇÃO, abrange a Metafísica das Ciências, no seu grande desenvolvimento, assim como a prática da Arte Sagrada.
A Grande Iniciação é idêntica com aquilo que designamos Evolução Espiritual e sua consecução é totalmente individual.
Na primeira iniciação, aquela dos Mistérios Menores, sua eficácia, como estímulo à obtenção da Grande Iniciação, depende quase que exclusivamente do Iniciador.
O que concede o poder de uma bem sucedida iniciação? Este Poder ou é acordado inteiramente pelas mãos de um competente iniciador (não necessariamente aquele que preside uma cerimônia iniciática - aqui deveria incluir um nome melhor do que Instrutor - ou quando uma grande quantidade de trabalho de "Magia" bem sucedido foi realizado. Em resumo: o inteiro objeto de todo processo mágico e alquímico é a purificação do homem natural (a Pedra Bruta, como dito em Maçonaria) e em trabalhando sobre sua Natureza bruta se extrai o puro Ouro da Consecução Espiritual.
A idéia que o profano faz da Iniciação está fortemente condicionada pelos contos de fada. Com a magia acontece o mesmo. A maioria das pessoas esperam que acontecimentos sensacionais sejam observados a um toque da varinha mágica ou da baqueta ou da espada usadas nas cerimônias iniciáticas (no plano material) e mágicas. Mesmo pessoas menos impressionáveis sofrem decepção ao constatar que nada disso ocorre, no transcorrer das cerimônias. Esperam a detonação de uma bomba atômica e o que vê é apenas a fumaça do incenso.
Acredito que esteja mais do que claro que efeitos seguem-se às mudanças na forma de conceber o mundo e a realidade das coisas. Se você muda sua realidade (seu modo de ver as coisas), imediatamente o mundo a seu redor mudará de aspecto. Você "verá", "sentirá", etc. outro mundo e, talvez, até perceberá que o antigo mundo que você "via" era uma grande Ilusão. Assim acontece.
Todo mundo, virtualmente, sustenta a idéia de que a mente e a matéria são duas coisas diferentes. Isso é uma coisa que a Magia nega. Para os magistas, a mente e a matéria são uma mesma coisa, uma continuidade. Em um certo sentido, concordam com os Antigos Sábios da Índia de que o mundo é uma ilusão; em outro, presumirão simplesmente que certas atitudes mentais podem produzir efeitos fisicos, porque, afinal de contas, não há diferença entre matéria e mente. Mas estes magistas se esquecem de um importante ponto: se a mente e a matéria são a mesma coisa, e a matéria, ou o mundo é uma ilusão, a mente também o seria. O enigma é importante e tem deixado muita gente de cabelos brancos tentando entender o paradoxo. Entretanto, ele é facilmente compreendido, basta você alcançar a Real Iniciação.

Fonte:Francisco Marengo-http://www.cursosdemagia.com.br/


Iniciações
Iniciações
“A palavra iniciação provém de uma raiz latina que significa começar. A iniciação pode ser considerada um novo começo, a transformação para uma nova forma de ser.

Uma analogia utilizada pelo mestre Djwhal Khul é que uma iniciação seria como a passagem através de um portal.

Existem vários tipos de iniciação pelas quais passamos na vida, como: formatura, casamento, batizados, etc...

No entanto aqui nós vamos falar sobre as Iniciações Espirituais.

Existem duas maneiras pelas quais podemos definir uma iniciação espiritual - em termos do seu significado ou de sua mecânica subjacente. Se olharmos para o significado interno de uma iniciação, uma boa maneira de defini-la seria dizer que é um processo que nos torna “mais conscientes de nós mesmos como almas encarnadas” segundo DK. A iniciação pode aumentar diretamente esse estado consciente, ou pode fazer com que esse estado evolua diretamente melhorando algum traço ou característica, como por exemplo, a capacidade de experimentar o amor incondicional. Se olharmos para as iniciações em termos de mecânica, uma boa definição é aquela que DK usa nos livros de Alice Bailey, ou seja “uma iniciação é como uma seqüência progressiva de impactos direcionados de energia”.

Do ponto de vista esotérico, a iniciação implica uma transformação permanente nos campos de energia dos seus corpos sutis. É importante entender que a iniciação não envolve aprendizado intelectual, é uma mudança permanente na sua estrutura e por tanto, no seu ser. Do ponto de vista esotérico, cada um de nós está envolvido por uma seqüência de campos de energia alinhados. Embora a maioria das pessoas não tenha conhecimento desses campos, eles são reais e o seu estado exerce um efeito profundo em nossas consciências e em nossa maneira de ser no mundo - o modo como pensamos, agimos e sentimos em relação a nós mesmos, nosso meio ambiente e às outras pessoas. Sabemos que em nossas vidas diárias até mínimas mudanças em nossa energia podem produzir mudanças significativas em nossos pensamentos e sentimentos. Por exemplo, se estamos deprimidos, podemos ouvir música, fazer exercício físico, ou abrir uma janela para permitir a entrada de uma maior quantidade de oxigênio. O propósito da iniciação é o de produzir uma transformação permanente em seu campo de energia que leva a uma mudança em sua forma de ser no mundo.

A iniciação é um tema de interesse para qualquer um que procure um crescimento pessoal e espiritual. A iniciação se encontra bem no âmago de como o universo está estruturado. Para entender isso antes é preciso compreender um fato básico sobre evolução espiritual: ela nunca tem um fim.

...Uma vez que você percebe que a evolução espiritual não tem fim, se torna claro o que cada um pode ganhar ao receber iniciações de seres que estão bem mais adiante na caminhada espiritual. Por exemplo, o mestre tibetano Djwhal Khul: nos escritos canalizados por Alice Bailey, ele fala sobre o seu relacionamento com seu mestre, Kuthumi, de quem recebeu ensinamentos e iniciações. Atualmente, D.K. ainda está recebendo iniciações de Kuthumi e Kuthumi por sua vez ainda recebe ensinamentos e iniciações de seu mestre e assim por diante. Essa grande cadeia de iniciações em última instância se estende por todo o caminho de retorno a Deus, o único ser no universo que não se beneficia de iniciações, pois é a fonte da qual provem a energia para as mesmas.

Não somente nós seres humanos estamos recebendo iniciações, mas também a Terra as está recebendo. As iniciações da Terra correspondem às iniciações que a humanidade, como um todo, está recebendo. E ambas (iniciações da Terra e da humanidade) estão interligados com as iniciações que o nosso sol está recebendo e este está interligado com as iniciações que outras estrelas recebem. O universo por inteiro pode ser visto como uma gigantesca rede de sistemas de iniciação interconectados. A imensidão e a grandeza dessa rede é somente igualada por sua beleza.

Isso não quer dizer que é essencial que todos recebam iniciações. Você pode trabalhar sozinho e evoluir espiritualmente, mas cabe salientar que todos estamos juntos nesse jogo. Essa é a grande lição que o amor tem para nos dar. Não significa que você não possa fazê-lo sem ajuda, mas sim que isso demandaria muito mais tempo.

É bom deixar claro que as iniciações não são um substituto da continuidade do trabalho em prol do nosso crescimento pessoal ou espiritual, embora as iniciações possam acelerar dramaticamente esse crescimento. A razão pela qual as iniciações energéticas podem acelerar tão efetivamente o crescimento é porque elas permanentemente concedem uma shakti (uma energia espiritual que se comporta inteligentemente) ao receptor. Todos os benefícios conferidos pela iniciação espiritual se dão por meio das shaktis”

Texto extraído do livro “Energy blessings from the stars” de Virginia Essene

Existem vários tipos de iniciações espirituais.

Dr. Joshua David Stone descreve em seu livro “Manual Completo de Ascensão” as iniciações do processo de ascensão. Estas são iniciações espontâneas são marcos dentro da evolução espiritual e conscientização do ser do “Tudo que é”.

Existem iniciações espirituais espontâneas, como as descritas por Patrick Zeigler, que podem ser consideradas “sub-iniciações” do processo de ascensão; ou seja; elas podem ser definidas como uma ancoragem de energias superiores que possibilitam seu reencontro com sua alma e mônada e aceleram o processo de ascensão. Estas iniciações também ocorrem espontaneamente a medida que a pessoa esta realizando práticas espirituais específicas.

Existem as iniciações que recebemos da linhagem energética de um mestre ou ser espiritual específico. Estas iniciações podem ser recebidas no plano astral ou podem ser recebidas através do veículo de uma pessoa num corpo físico (desde que a pessoa esteja autorizada a passar esta energia através de uma iniciação). Uma linhagem é um grupo de seres encarregados da responsabilidade de transmitir iniciações que são particularmente importantes, ou que requeiram uma informação detalhada para serem recebidas com segurança ou para serem efetivamente utilizadas. Uma iniciação de linhagem deve ser recebida de um oficial representativo da linhagem apropriada. Isso também requer algum nível de consciência por parte do receptor sobre o significado da iniciação, de como se beneficiar dela ou de como usá-la.

As iniciações geralmente possibilitam grandes limpezas kármicas, aumento da auto consciência, facilitação do caminho espiritual, curas específicas, entre outras coisas.

Fonte:http://www.netfenix.com.br/





AUTO-INICIAÇÃO







A Iniciação Cristã - O que é?
O que é?
A Iniciação Cristã é um dos pontos centrais da vida da Igreja, da acção pastoral das comunidades, da vida do cristão. Muitos são os documentos, investigações, estudos, planos pastorais…, que vieram propondo-se ao largo e ancho da Igreja desde o Vaticano II. É necessário um novo esforço para, desde o rigor e o conhecimento dos diversos aspectos do tema, impulsionar a renovação da videa e aceitar o repto das novas realidades e possibilidades da iniciação, hoje.
Ao falar de «iniciação», não nos referimos só aos momentos sacramentais de iniciação, mas temos em conta todos os elementos integrantes do processo de iniciação: Baptismo, pedagogia de iniciação familiar, primeira comunhão, catecumenado e catequese, confirmação, comunidade eucarística… No processo de iniciação total entram em jogo a seriedade da evangelização, a autenticidade da comunidade eclesial, a verdade do ser cristão. Não se trata só de «como» há que administrar uns sacramentos de iniciação, mas de «qual» é o cristão que «fazemos» ao preparar e celebrar estes sacramentos. Centra-se neles uma grande parte da acção pastoral da Igreja. Baptismo, Confirmação e Eucaristia são os centros significantes sacramentais de um processo que abarca mais, e deve durar mais do que dura fazer o rito.
O tema levanta numerosas interrogações, ante os quais nem os pastores, nem os fieis podemos permanecer indiferentes. O Vaticano II, com a sua reforma dos rituais do Baptismo de crianças e a confirmação, e mais ainda com o Ritual de Iniciação Cristã dos Adultos (RICA), trouxe uma grande luz sobre numerosas questões, mas também suscitou novos “planteamentos”. Encontramo-nos contudo com uma «renovação que espera elevar-se à plenitude.
Baptismo
Se o baptismo de crianças é tudo o que afirma teologicamente, e tudo o que se expressa liturgicamente, em que condições subjectivas e comunitárias se pode celebrar, de modo a não se atraiçoar a sua própria identidade e verdade? Como continuar a baptizar as crianças e evitar quedarnos com baptizados não convertidos nem crentes? Em que condições pode garantir-se um desenvolvimento normal do ser cristão?
Confirmação
No que diz respeito à confirmação, é necessário redescobrir a sua identidade teológica, e a sua especificidade sacramental, no interior da iniciação cristã. Mas, qual é o posição que deve ocupar no processo desta iniciação? É possível admitir e promover uma pluralidade de praxis, e avançar na linha ecuménica, sem por em jogo a unidade da fé e da celebração, assim como a eficácia pastoral? Que sentido, que posição e que função deve desempenhar este sacramento na relação com os outros elementos que entram na iniciação cristã?
Eucaristia
Também a Primeira Comunhão forma parte da iniciação cristã, como primeira participação no banquete fraterno da comunidade crente. Mas, pode considerar-se esta Primeira Comunhão como a Eucaristia culminante do processo da iniciação? De que maneira podemos autenticar este momento eucarística, para que se cumpra o melhor possível o objectivo da iniciação total?
Não se pode falar de Baptismo, sem falar de confirmação e primeira comunhão. Muito menos se pode falar destes sacramentos, sem referir a uma iniciação cristã total. E no se pode falar desta iniciação, se não se fala de evangelização, de Catecumenado ou processos catecumenais, de Catequeses, de renovação radical de vida, de autenticidade de comunidade cristã.